sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Um ano sem ponte: Marcos da Luz faz duras críticas ao Dnit
O vereador Marcos da Luz (PT), presidente da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano, lamentou ontem que nesta sexta-feira (8) se completa exato um ano em que houve a interdição da ponte velha sobre o rio Piracicaba, que liga o município à Timóteo, sem que o Dnit desse início às obras de sua reforma estrutural.
A ponte foi interditada pelo órgão no dia 08 de novembro de 2012, após uma vistoria realizada pelos seus técnicos ter constatado abalo na base subterrânea da ponte, com riscos para os usuários. No final daquele mesmo mês uma comitiva de vereadores liderada por Marcos da Luz se reuniu com o então superintendente do Dnit, José Maria da Cunha, em Belo Horizonte, pedindo urgência para solução do problema.
Depois de muitas cobranças, no mês de março deste ano a ponte foi liberada parcialmente, para tráfego de veículos leves, com o estrangulamento ao centro da pista (modelo "New Jersey"). A obra de reforma estava prevista para iniciar em julho com a conclusão em dezembro de 2013.
No último dia 26 de agosto, atendendo convite de Marcos da Luz, o novo superintendente do Dnit, Álvaro Campos de Carvalho, esteve na cidade para acompanhar mais uma visita técnica à ponte e participar de Audiência Pública na sede da Câmara Municipal.
Na oportunidade, prometeu o lançamento do edital de licitação da obra tão logo encerrasse a greve dos trabalhadores do departamento. Entretanto, até hoje não se tem mais informações oficiais e - pelo que consta - o edital ainda não publicado.
A preocupação perdura, sobretudo para os comerciantes, que temem nova interdição e aumento dos prejuízos, com consequente queda nas vendas, desempregos e redução da receita tributária. “Este atraso no início das obras da ponte está causando enormes prejuízos para o comércio local e aumentando os problemas para o trânsito da cidade”, posicionou Marcos da Luz.
O vereador petista fez duras críticas à gestão do órgão federal, mesmo sendo do mesmo partido que está à frente do governo. "É muita incompetência e descaso. Tenho todas as credenciais para criticar. Não é por que sou do mesmo grupo político que vou deixar de fazer as cobranças e reivindicações necessárias, na defesa dos interesses maiores da coletividade", asseverou.
Ele disse, por fim, que vai ampliar as mobilizações em torno da questão, envolvendo as demais cidades, e exigir do Ministério dos Transportes uma imediata tomada de providência, a fim de encontrar um desfecho para o problema que se arrasta há um ano.
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