quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Audiência Pública na CMCF celebra Dia Nacional da Consciência Negra

Promovida por meio do Requerimento nº 238/2013, de autoria do Presidente da Câmara Municipal de Coronel Fabriciano (CMCF), vereador Marcos da Luz (PT), a Audiência Pública que marcou as comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra foi realizada no fim da tarde dessa quarta-feira (20) no plenário da Casa Legislativa. Dentre as questões debatidas, o principal tema discutido foi a Lei nº 10.639/2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira. Além do Chefe do Legislativo, participaram da Audiência a secretária municipal de Educação e Cultura, Gloria Giudice; a coordenadora de Educação Infantil do Município, Marli Aparecida da Silva Souza; a professora especialista em Legislação Educacional, Maria Gonçalves da Silva Eller; a professora de História e ativista do Movimento Negro Articulado do Vale do Aço (Monova), Reny Aparecida; o secretário executivo do Grupo Erê, que lançou no encontro o plano Juventude Viva, Edvaldo da Costa Alves, popularmente conhecido como “Alegria”; 14 vereadores fabricianenses, representantes da sociedade civil organizada, bem como a população em geral. Ao fazer a abertura da Audiência, Marcos da Luz ressaltou o atual quadro de violência urbana que atinge jovens e adolescentes, na maioria, negros, moradores das periferias, além dos seus envolvimentos com as drogas. Para o Presidente do Legislativo fabricianense, “o projeto Juventude Viva (que reúne ações de prevenção visando reduzir a vulnerabilidade dos jovens às situações de violência) é essencial como estratégia para o enfrentamento do problema, que, atualmente, tem levado jovens a serem vítimas de homicídios quase que diariamente”. Glória Giudice lembrou que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura realiza desde 2007 trabalhos baseados na implantação da Lei nº 10.639/2003. “Promovemos vários cursos de formação com os nossos educadores, coordenadores pedagógicos e gestores, considerando que é fundamental que essa Lei (nº 10.639/2003) não fique no papel e que seja, de fato, implementada. Trabalhamos para que o preconceito seja extirpado das nossas escolas. Mesmo assim, precisamos avançar, já que ainda temos uma grande dívida com os negros desse país. Existe uma história do povo negro sem o Brasil, mas não existe uma história do Brasil sem o povo negro”, considerou. Presente à Audiência Pública dessa quarta, a enfermeira aposentada e moradora do bairro Giovannini, Maria José de Fátima Cruz, parabenizou o Poder Legislativo pela realização do debate. “Inicialmente, parabenizo a Câmara de Coronel Fabriciano por essa iniciativa, que foi de grande importância para a comunidade local, especialmente em relação ao movimento negro. Mais ações desse tipo deveriam ser realizadas em todos os segmentos da sociedade. Nós, negros, infelizmente, ainda somos discriminados. Essa questão do racismo melhorou bastante em nossa cidade. Ela já foi mais intensa. Penso que a mudança de mentalidade para se vencer o preconceito racial passa muito pela educação, especialmente nas escolas”, avaliou.
Atração musical Durante a Audiência, alunos da Orquestra de Percussão Coletiva Juventude Viva promoveram uma apresentação musical no plenário, ao lado dos músicos Saulo Guedes e Ildon Pinto, integrantes do Grupo de Choro do Vale. “O (Grupo) Erê vem se empenhando em articular os envolvidos na construção de alternativas que agreguem valores positivos à vida dos cidadãos e cidadãs nesse importante ciclo envolvendo os nossos adolescentes e jovens, especialmente aqueles que são das classes mais populares”, frisou Edvaldo “Alegria”.

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