quarta-feira, 24 de março de 2010

Audiência Pública em Fabriciano discute os 03 anos de fixação da jornada na Arcelor


Em atendimento ao Requerimento nº 142/2009, do vereador Marcos da Luz (PT), a Câmara Municipal de Coronel Fabriciano realizará Audiência Pública para expor e debater os efeitos de três anos da implantação do turno fixo na fábrica da ArcelorMittal Timóteo.
A Audiência está marcada para esta quinta-feira, dia 25, às 15 horas, no plenário da Câmara de Fabriciano. Foram convidados para o debate o representante do setor de Recursos Humanos da empresa e as direções do Metasita e da CUT Vale do Aço, além de entidades da sociedade civil.
Segundo Marcos da Luz, o objetivo desta Audiência Pública é debater o impacto da implantação do turno fixo, em vigor desde o dia 13 de fevereiro de 2007, e as consequências para a saúde física e psicológica dos trabalhadores da siderúrgica. Desde então, os operários estão trabalhando seis dias consecutivos em um único horário.
“A decisão de implantar o turno fixo foi unilateral e tem trazido enormes prejuízos para a vida dos trabalhadores, promovendo a desmotivação, tristeza e deixando trabalhadores doentes mesmo sem saber”, diz o vereador. Para ele, a fixação do turno promoveu uma ruptura no costume dos trabalhadores e da sociedade, distanciando o trabalhador de sua família e dos amigos.

Debate em Fabriciano
Se somados os trabalhadores da ativa e os afastados, são mais de 500 metalúrgicos que moram e contribuem com a economia e o comércio de Fabriciano. “Este assunto é de interesse regional. É também uma questão social, que aflige todos nós. As consequências são muitas, podendo o turno fixo levar ao desemprego e causar problemas ainda maiores. Portanto, é preciso encontrar uma saída. Não podemos nos calar diante desta situação”, enfatiza Marcos da Luz.

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